
Por Andréa Thompson
O Spotify é o must-listen-to do momento. Não só porque mudará a maneira como ouvimos e compartilhamos música sem infringir direitos autorais (Universal, EMI, Warner e outras majors e minors se uniram em torno do negócio), mas por se tratar de uma guinada no modelo de negócios da indústria fonográfica.
Em linguagem tech, é a junção do iTunes com a Last.fm. Ou seja: você instala um programa (interface e usabilidade incríveis), digita a música que quer ouvir, monta a sua playlist, compartilha com os amigos e encontra um acervo absurdo de álbums, singles, músicas e artistas. Esses dias, tb foi lançada a versão pra iPhone! Imagina: vc pega seu iPhone, digita o que quer ouvir e tem ali o seu mp3 player on demand?
E é justamente por ser on demand que não há problemas com IFPI (International Federation of the Phonographic Industry) e outros órgãos legisladores da nossa liberdade musical. Não fazemos download das músicas, as ouvimos ali, peer-to-peer. É música portátil, no bolso e nos ouvidos. E é revolucionário.
A parte ruim da notícia: não está available for our country (o serviço é europeu – Luxemburgo e UK – e arrisco que esteja engatinhando em outros países para acordos fonográficos) e é necessário um convite para entrar na brincadeira. Mas há várias dicas pela internet de como dar um jeitinho brasileiro pra conseguir instalar um Spotify pra chamar de seu.
Vale ficarmos de olho. E pensarmos se esse negócio também não emplaca para vídeos. Já pensaram em um Spotify com todos os programas, shows e seriados disponíveis facilmente (e worldwide) ao usuário final e sem problemas com propriedade intelectual? É ou não é uma mudança de paradigmas? É ou não é um passo adiante no cloud computing? Na não existência do disco rígido? No futuro da web? Dos aplicativos web based?
